Crack é uma droga ilícita, fumada, feita a partir da mistura
de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio. O nome deriva do verbo "to
crack", em inglês quebrar, devido aos pequenos estalidos produzidos pelas
pedras ao serem queimados, como se quebrassem.
A droga é fumada em cachimbo. A fumaça produzida pela queima da pedra de Crack chega ao sistema nervoso central em 10 segundos, devido ao fato de a área de absorção pulmonar ser grande, e seu efeito dura de 3 a 10 minutos, sendo 8 vezes mais potente que cocaína em pó. Após a sensação instantânea de prazer, vem um sentimento de enorme
depressão, o que leva o usuário a usar novamente para compensar o mal-estar,
provocando intensa dependência. Não raro o usuário tem alucinações e paranoia.
Tem alto poder viciante na adolescência: para os especialistas, dois usos são suficiente para gerar dependência. O crack é vendido ao valor médio de 8 reais. Em casos raros, morte súbita pode ocorrer
no primeiro uso do crack ou de forma inesperada depois. As mortes relacionadas
ao crack são muitas vezes resultado de parada cardíaca ou convulsões seguida de
parada respiratória.
Com o uso contínuo do Crack, neurônios vão sendo destruídos, a memória,
a concentração e o autocontrole são visivelmente prejudicados. Cerca de 18,5% dos usuários morrem após cinco anos. Destes, cerca de 60% morrem assassinados, 10% morreram de overdose e 30% em decorrência de AIDS.
Ao local público onde legiões de usuários costumam se aglomerar para
fazer uso da droga a mídia deu o nome de cracolândia. Esses mesmos locais são
cenários de tráfico de entorpecentes, prostituição, etc., prejudicando
sobremaneira o comércio nas proximidades. As pedras começaram a ser usadas no
ano de 1990 na periferia de São Paulo e, segundo se diz, de início as próprias
quadrilhas de traficantes do Rio de Janeiro não permitiam a sua entrada, pois
os bandidos temiam que o crack destruísse rapidamente sua fonte de renda: os
consumidores.
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